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“Todos os partidos da base acham que meu nome congrega”, diz Wagner

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou, ontem, que seu nome, para disputar as eleições, é consenso no grupo político

Pré-candidato declarado ao governo da Bahia, o senador Jaques Wagner (PT) afirmou, ontem, que seu nome, para disputar as eleições, é consenso no grupo político liderado por ele e pelo governador baiano Rui Costa (PT). “Se me perguntassem, eu queria que dentro da nossa equipe a gente pudesse (fazer uma renovação política). Mas, até agora, o que todos os partidos da base acham que congrega todo mundo, junta todo mundo é o meu nome. Então, o meu nome está colocado”, declarou.

Wagner afirmou ainda que não há uma fadiga do PT na Bahia, apesar de o partido comandar o estado há quase 15 anos. “Com o serviço prestado que a gente tem, com 15 anos na Bahia, o serviço prestado que Lula tem prestado ao Brasil. Então, Lulinha lá e Galego aqui é uma dupla que tem para mostrar. Essa é a realidade. Todo mundo diz que eu ganhei deles (o grupo carlista) com 16 anos. O problema é que eles, com 16 anos, já estavam cansados. E aqui, entre nós, o Correia (governador Rui Costa) não está cansado. Nem eu estou cansado”, pontuou, ao salientar que Rui é um “senhor cabo eleitoral”. “Agora, toda eleição tem que cuidar. Eu nunca brinquei com eleição, com nenhuma. Nunca achei que tivesse adversário fraco ou forte. E, se você bobear, você pode perder a eleição, como eles bobearam e eu ganhei a eleição em 2006”, acrescentou, à rádio Metrópole.

O senador disse que o ex-presidente Lula (PT) é candidato à Presidência em 2022 e, segundo ele, tem “condições totais” tanto juridicamente quanto fisicamente. “Ele já está realmente começando a fazer todos os contatos para se preparar, e ele volta a atuação na política com o mesmo espírito. Quer ampliar. Sabe que o quadro é muito preocupante do Brasil, do ponto de vista da economia e da imagem do Brasil. A imagem do Brasil foi para a lata do lixo”, ressaltou, ao cutucar o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Wagner justificou também o motivo de ser contra a instalação da CPI da Covid. “Eu acho que primeiro se cuida dos doentes, e depois vai ver os culpados. Sinceramente, eu não acho que é a melhor hora para gastar a energia do Congresso Nacional”, explicou. Dos três senadores baianos, apenas Otto Alencar (PSD) votou a favor da CPI. Ele integrará o colegiado, que deve ser instalado na próxima quinta-feira. 

Na semana passada, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), leu o ato de criação da CPI da Pandemia. Com a medida, fica autorizada a formação do colegiado, destinado a apurar as ações e eventuais omissões do governo federal durante o enfrentamento à Covid-19. O requerimento da comissão, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirma que a CPI tem o objetivo de “apurar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio para os pacientes internados” nos primeiros meses de 2021. 

Wagner informou ainda que tomará a segunda dose da vacina contra a Covid-19 na próxima quarta-feira.

Por: Rodrigo Daniel Silva – Tribuna da Bahia

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