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“Só está viva porque se jogou do carro”, diz irmã de jovem esfaqueada

Rio de Janeiro – Acusado de tentativa de feminicídio, após atacar a ex-namorada com 12 facadas, Felipe Mariotti Gomes da Silva tinha contra ele uma medida protetiva, que o impedia de chegar a menos de 200 metros de Tainá Romão, 25 anos, com quem tem uma filha e uma história de abusos e perseguição.

Em entrevista ao Metrópoles, a irmã da vítima, Raquel Romão, afirma que também já foi alvo de Felipe e conta que a irmã nasceu de novo após os ferimentos, todos no peito. Segundo Raquel, a família segue com medo de um novo ataque, mesmo com a prisão do agressor.

“Ela nasceu de novo. Está com dreno no pulmão, por conta da perfuração. Mas o pior, além das facadas, é o medo que ela está de ele realizar o desejo de matá-la quando sair da cadeia. Já saiu uma vez, e nosso medo é que tente de novo. Uma vez, decidimos ir à delegacia para denunciá-lo porque ele ficava rondando nossa casa. Ele nos seguiu e jogou o carro em cima da gente”, relata Raquel, que mora com a irmã Tainá no Rio de Janeiro.

Raquel diz que o receio de Tainá e de toda a família é que, novamente, Felipe seja beneficiado com a soltura mediante pagamento de fiança, como ocorreu há cerca de dois anos. Na época, ele invadiu a casa onde Tainá morava e tentou asfixiá-la.

“Nada disso (medidas protetivas) funciona. Foi preso quando invadiu a casa e tentou matar a primeira vez, asfixiando minha irmã. Tinha a ordem judicial, mas nada adiantou para ele ficar longe. Ele é um psicopata.”

Ainda segundo a irmã de Tainá, Felipe sempre usou a desculpa de querer ver a filha para se aproximar e vigiar os passos da ex-namorada. “Ele não via a filha nem quando a criança ficava com a mãe dele. Ele é possessivo. Sempre foi caladão, esquisito. O lobo em pele de cordeiro. Tem fixação pela minha irmã.”

Felipe foi preso pela Polícia Civil do Rio na noite de domingo (4/7). O caso está sendo investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá.

Fonte: Metrópoles

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