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Se prendeu tem motivo, diz Bolsonaro sobre ex-ministro da Educação

Há três meses, Bolsonaro disse que “botava mão no fogo” pelo chefe do MEC.

Entrevistado minutos após a prisão de Milton Ribeiro, Jair Bolsonaro (PL) preferiu não sair em defesa do seu ex-ministro da Educação dessa vez. “Se a PF prendeu, tem motivo”, disse à Rádio Itatiaia o presidente da República, que há três meses dizia “colocar a mão no fogo” por Ribeiro.

“É como a questão do Milton, lamento. A imprensa vai dizer que tá ligado a mim, etc. Paciência. Se tiver algo de errado, ele vai responder. Se tiver… Se for inocente, sem problema; se for culpado, vai pagar. O governo colabora com a investigação. A gente não compactua com nada disso”, disse.

“O caso do Milton, pelo que eu estou sabendo, é aquela questão que ele estava, estaria com a conversa meio informal demais com algumas pessoas de confiança dele. E daí houve denúncia que ele teria buscado prefeito, gente dele para negociar, para liberar recurso, isso e aquilo. E o que aconteceu? Nós afastamos ele. Se tem prisão, é Polícia Federal. É sinal que a Polícia Federal está agindo”, disse em entrevista na manhã desta quarta-feira à rádio Itatiaia.

O presidente afirmou não ter como controlar tudo o que acontece em seu governo e ainda aproveitou o momento para evitar as acusações de que ele interfre nas ações da Polícia Federal. 

“Eu tenho 23 ministros, tenho mais de uma centena de secretários, mais de 20 mil cargos em comissão. Se alguém faz algo de errado, pô, vai botar a culpa em mim? Vinte mil pessoas. Logicamente, a minha responsabilidade é afastar e colaborar com a investigação. Pode ter certeza que essa investigação, além da PF, não interfiro, deve ter Controladoria-Geral da União, aí sim é um ministério meu, etc. E ajudando para elucidar o caso”, disse.

O caso

Em um áudio divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo em março, o ainda ministro da Educação afirmou priorizar repasses da pasta para determinadas prefeituras por pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL). 

“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do pastor Gilmar. A minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em seguida, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar“, declarou Ribeiro revelando a existência de um suposto gabinete paralelo dentro do MEC, já que os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos não possuíam cargos oficiais no governo.

A partir daí, prefeitos de diversas cidades do Brasil começaram a denunciar o esquema. De acordo com eles, os pastores Moura e Santos exigiam pagamentos entre R$ 15 a 40 mil para liberar o repasse de verbas.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) saiu em defesa do ministro ao dizer que “botaria a cara no fogo” por Milton e que estariam fazendo uma “covardia” com seu ministro. Mesmo com a defesa, Milton Ribeiro não durou muito no cargo e foi exonerado no fim de março por conta da pressão.

Fonte: A Tarde

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