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Professores decidem não aderir à greve na UFRB

Docentes votaram a possibilidade de entrar em greve após o governo federal não oferecer ajuste salarial.

Os professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) optaram por não participar da greve dos docentes federais convocadas para o próximo dia 15 de abril em todo o Brasil. A decisão ocorreu durante uma assembleia da Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (Apur), na última terça-feira, 26, em Feira de Santana. A insatisfação está sendo causada após o governo federal afirmar que não concederá reajuste salarial neste ano e não recomporá o orçamento total das universidades.

De acordo com as entidades sindicais, desde o governo Dilma, os professores universitários acumulam perdas salariais de quase 30%. Esse percentual perdido foi corroído pela inflação.

A proposta do governo federal é de não conceder aumento salarial neste ano, mas apenas reajustes nos auxílios, o que não beneficia os servidores aposentados. Para os anos de 2025 e 2026, há propostas para dois aumentos de 4,5%, perfazendo um total de 9%.

Pesa também a aprovação do Arcabouço Fiscal que, em resumo, prevê cortes orçamentários nas universidades caso a arrecadação não supere ou atinja as expectativas do governo.

Assembleia Geral da Apur, na última terça-feira, 3, em Feira de Santana/Reprodução

Insatisfação

A proposta do governo federal causou insatisfação ao Andes -Sindicato Nacional, o qual a Apur é uma seção, fazendo com que a direção nacional enviasse às suas bases um indicativo de greve para o dia 15 de abril. Os professores da UFRB, no entanto, rejeitaram a proposta neste momento, mas não descartam a possibilidade de uma greve no futuro, caso as reivindicações não sejam atendidas.

De acordo com o presidente da Apur, prof. Arlen Beltrão, durante discurso antes da votação de indicativo de greve na Assembleia Geral do sindicato, o entendimento é de que neste momento não há uma consciência de mobilização significativa para começar uma greve.

“A nossa avaliação é de que a gente ainda não tem as condições para deflagrar uma greve. Pode ter mais na frente […] a gente espera que nossas reivindicações sejam atendidas antes disso, mas nesse tempo o nosso objetivo é de construir uma mobilização forte, formando comitês locais para a luta em prol da recomposição orçamentária da UFRB e o nosso justo reajuste salarial”, disse.

Mobilização

A não adesão à greve não significa que as aulas não serão interrompidas. A Apur convocou seus filiados nesta semana para o Dia Nacional de Paralisação e Mobilização, que ocorrerá na próxima quarta-feira, 3. Neste dia as atividades docentes serão paralisadas e haverá um calendário de mobilizações em prol da campanha salarial e da recomposição orçamentária da universidade.

Por Leonardo Gonçalves 

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