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‘Preparado para ser candidato’, diz Lula sobre a eleição de 2018

Em discurso a militantes após o depoimento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está “vivo e preparado para ser candidato”. “Se um dia eu tiver cometido um erro, não quero ser julgado apenas pela Justiça, mas antes pelo povo brasileiro”.

O petista falou a uma plateia de cerca de cinco mil pessoas, segundo estimativa da PM do Paraná, na praça Santos Andrade, em Curitiba. Ao seu lado no palco estavam parlamentares e dirigentes petistas, líderes de movimentos sociais e a ex-presidente Dilma Rousseff.

Alternando momentos bem-humorados e trechos em que se mostrou comovido, disse que quer ser “julgado por provas, não por interpretações”. “Hoje, pensei que meus acusadores iam mostrar um documento, um inventário…”, afirmou. Ele voltou a dizer que não há provas contra ele.

O petista afirmou que preferia que a audiência tivesse sido transmitida ao vivo e citou uma frase que atribuiu a sua mãe: “Lula, a gente sabe quando alguém está falando a verdade não é pela boca, mas pelos olhos”.

Lula já tinha deixado o palco quando decidiu voltar para anunciar que Ana Júlia Ribeiro, aluna que liderou o movimento estudantil na ocupação de escolas paranaenses em 2016, se filiaria ao PT.

Chegada 

Lula chegou à sede da Justiça Federal amparado por um cordão de dirigentes petistas – como Lindbergh Farias (RJ) e Gleisi Hoffmann (PR) – e de militantes do MST. O ex-presidente falou pouco com os militantes no trajeto de cerca de 50 metros até o bloqueio policial que isolava o prédio. Vestia terno e uma gravata listrada com as cores do Brasil.

Antes de cruzar o bloqueio, abraçou o líder do MST, João Pedro Stédile, e empunhou uma bandeira do Brasil.

Assim como na recepção na porta da Justiça Federal, o MST foi maioria entre os militantes que viajaram a Curitiba para apoiar o petista. Lula chegou a Curitiba, na manhã de ontem, num jato particular cedido pelo empresário Walfrido dos Mares Guia, que foi ministro do governo do petista e costuma ceder sua aeronave para os deslocamentos dele.

No aeroporto, esperou por Dilma, que viajou a Curitiba para acompanhá-lo. Ele  seguiu para o escritório do advogado, de onde partiu para a sede da Justiça num carro preto, acompanhado de seguranças. Favorita para presidir o PT, a senadora paranaense Gleisi Hoffmann afirmou que não há plano B para o partido em uma eventual condenação de Lula.

 

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