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Mulher com princípio de infarto vai de bicicleta a hospital após tentar acionar Samu por uma hora e não conseguir

A família relata que mobilizou amigos e parentes para tentar contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e com duas unidades de saúde da cidade, mas ninguém atendeu.

A dona de casa Tatiane de Mascena Correa, de 50 anos, teve um princípio de infarto e precisou ser levada pelo marido de bicicleta até o hospital após tentar acionar por uma hora o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e não conseguir ser atendida. O caso ocorreu em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Tatiane estava em casa com o filho mais novo, o marido e a irmã quando começou a passar mal. A outra filha dela, Thamiris de Mascena, de 22 anos, conta que a mãe começou a sentir dores no peito, fraqueza e ficou com a visão turva. Por volta de 19h, Tatiane pediu para chamar uma ambulância porque precisava ser levada a um hospital.

“Eu conheço a minha mãe. Ela jamais pediria uma ambulância se estivesse bem”, diz a filha. Thamiris relata que a mãe é uma pessoa ativa. “Ela faz quase tudo em casa e, se tiver algo para fazer, não importa onde seja, ela pega a bicicleta e vai”.

De acordo com a filha, após a mãe se sentir mal, a família mobilizou amigos e parentes para tentar contato com o Samu e com duas unidades de saúde da cidade, mas nenhum deles atendeu. Thamiris conta que as tentativas se estenderam até às 20h, ou seja, eles tentaram contato com o socorro por cerca de uma hora.

Segundo a jovem, apenas um serviço de emergência teria atendido, porém, era o Samu da cidade de Cubatão. “Eles disseram que não poderiam nos buscar, então me passaram números de Praia Grande. Eu liguei para eles também e a ligação só chamava”, disse ela.

Após desistir de acionar o Samu, o marido resolveu levar a mulher de bicicleta para o Hospital Irmã Dulce. O marido foi pedalando e, ela foi levada na cadeira de trás. Do bairro Jardim Guaramar, onde a família mora, até a unidade de saúde, o percurso dura em média de 15 a 20 minutos de bicicleta. “O médico disse que se demorasse mais um pouco já era”, afirma a filha dela.

“Quando eu cheguei, ele estava consciente. Não perdeu a consciência em nenhum momento, mas ele estava em choque, ferido no rosto e preso no avião”, diz o sargento. A esta altura, já haviam reforços policiais e também outras pessoas que se aproximaram, como Luis Jimenez, que gravou o resgate:

“De repente, ouvimos a sirene e vimos as luzes piscando. Então todos nós começamos a entrar em pânico, porque o trem estava chegando. Foi quando peguei meu celular para gravar”, recorda ele.

Eu estava há uns 20 metros de distância, então corri para o piloto. A gente começou a tentar tirá-lo, quando percebi a velocidade do trem. Nesse ponto, eu e meus colegas agarramos ele e o puxamos o mais rápido que conseguimos. Arrastamos ele por cerca de 3 metros e então o trem bateu no avião.— Sargento Joseph

As imagens de câmeras corporais da polícia também registraram o momento em que o piloto escapou da morte pela segunda vez em menos de 10 minutos. No hospital, médicos constataram que ele tinha grandes contusões principalmente no rosto, mas que sua condição era estável.

Fonte: G1

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