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Ministro diz que não deixa cargo nem se desfilia

Celso Pansera afirma na Bahia que não considera a hipótese de Dilma ser afastada e Temer assumir - Foto: José Cruz l Agência Brasil

O ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, não pretende deixar o cargo e tampouco se desfiliar do PMDB. Foi o que ele disse logo após  encerrar o fórum de secretários da área, realizado nesta terça-feira, 29, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

Ele só não explicou como pretende compatibilizar as duas coisas, já que o seu partido decidiu, nesta terça,  romper a aliança com a presidente Dilma Rousseff e entregar todos os cargos do governo federal.

Indagado sobre a possibilidade de eventuais sanções da direção do partido, como a expulsão, declarou secamente: “Não vi a resolução do partido, não me parece que tenha algum tipo de sanção estabelecida”. Ele disse que não trabalha com a hipótese de Dilma ser afastada e o vice Michel Temer, presidente nacional do PMDB, assumir o Palácio do Planalto.

“Apego ao trabalho”

Pansera não participou da reunião do diretório nacional do PMDB em Brasília e preferiu manter sua agenda de ministro, que se resumiu, em Salvador,  ao discurso de encerramento do fórum com os secretários estaduais que durou dez minutos.

Nesse evento ele assegurou aos secretários que vai continuar e os orientou a “bater no ministério” nos próximos dias caso tenham algum assunto da área a resolver. Disse que fica no ministério não por “apego ao cargo, mas ao trabalho”.

Pansera Informou ser contra o impeachment e declarou que, se precisar voltar a assumir o mandato de  deputado para votar contra, o fará.

Eleição contra desgaste

“Temos clareza que se nós formos ‘impetimar’ todos os políticos com mandato que estão com problemas de desgaste com a opinião pública, tem que fazer eleições gerais”, disse Pansera.

“Aliás, acho até que deveria chamar eleições mesmo. De repente é uma saída. Está todo mundo deslegitimado mesmo. Então por que é só a presidente que tem que ser ‘impetimada’? Por que não vamos pegar também esse conjunto de políticos que está com problemas junto à opinião pública? Quer legitimar, quer atender as ruas, vamos ser ousados, vamos eleger deputados, senadores, governador”, argumentou o ministro.

Na visão do ministro, se os opositores quiserem levar o debate político a esse nível, “a gente leva sem problemas, só acho que isso paralisa o país, é uma loucura”. Ele disse que conheceu os argumentos da Ordem dos Advogados do Brasil, que apresentou outro pedido de impeachment, “e não ouvi neles nada que mude minha visão, não há fato determinante (para o impedimento), é muito frágil, então continuo com a minha posição”, afirmou.

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