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Geddel descarta apoio a Dilma e não nega saída da Caixa

Geddel Vieira Lima (PMDB) concedeu entrevista ao Correio desta quinta-feira (12) e deixou claro sua intenção de não apoiar a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT) no estado, mesmo que seu partido continue com o cargo de vice na chapa da petista. “A posição do PMDB na Bahia não estará vinculada à posição do PMDB nacional”, disse. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) ou o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) devem ser os escolhidos para receber o apoio do peemedebista.

Ele alega que a posição ocorre por causa de questões locais. “Não é questão de buscar ruptura com governo. São realidades regionais que se sobrepõem à nacional”. Sobre o fim da aliança entre os dois partidos no âmbito federal, o vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal não deixou claro o seu posicionamento. “Defenderei a nossa posição em função do que for interessante para a Bahia no momento oportuno, não é agora”.

O peemedebista negou ter defendido o embaixador brasileiro Eduardo Saboia que trouxe ao país o senador boliviano Roger Molina, como criticou o governador Jaques Wagner em entrevista ao Estadão. “É uma inverdade que eu tenha defendido a posição do Eduardo Saboia. Wagner deve ser mais cauteloso com o que diz, para não lhe colar a pecha que, da mesma forma que a propaganda de seu governo, tem pouco apreço à verdade”, retrucou Geddel.

Sobre seu cargo na Caixa Econômica Federal, ele não estabelece prazo, mas deixa nas entrelinhas que está próximo de sair. “Está chegando a hora desta definição. Tenho conversado muito com meu partido em nível nacional e o partido conhece essas minhas posições, já sabe o que penso. Agora deixa o partido conduzir”, encerrou. Texto: Maurício Medeiros / Foto reprodução

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