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Especial 124 anos de Cruz das Almas: a antiga entrada da cidade

Sabia que, até a década de 50, a principal entrada rodoviária para Cruz das Almas não se dava pela Cajá, como atualmente, mas pela Juracy Magalhães, passando pela Rua da Corrente (atual Rua Amado Queiroz), no bairro da Tabela?

Sim, era por ali que acessava-se a estrada que levava à Estação de Pombal, onde podia pegar-se um trem ou ir adiante, de automóvel ou a cavalo, atravessando a ponte no Rio Capivari e seguir para Muritiba, chegando até São Félix e Cachoeira, onde embarcava-se no vapor para Salvador.

Do mesmo modo, quem por ali chegava a Cruz das Almas, subia a estrada que é a atual Av. Juraci Magalhães (de carro de praça de Baratinha, Teodoro, Zé Pontiac ou Vadinho Borba) ou passando pelo túnel da estação e seguindo a estrada Brejinho a pé, auxiliado a troco de gorjetas pelos carregadores de bagagem João Grosso ou Raimundo Estudante. Chegando à Rua da Corrente, podia seguir a Rua Rui Barbosa em frente ao CEAT (atual CETEP), indo pela Rua da Estação até o centro da cidade. Ou, ainda na Tabela, subia a Av. Juracy Magalhães em direção à Rua da Mata, passando por onde é a Praça da Rua da Mata, beirava a Mata de Cazuzinha, passava pelo trecho onde estão localizados os colégios municipais Virgildásio Sena, Recanto Feliz e CEC; daí seguia por onde hoje é a Praça Multiuso, pela Avenida Irmã Dulce, ali em frente a Bibi, a estação da Coelba, a Rodoviária e a UPA, seguindo a antiga linha do trem até a Estação Ferroviária Cruz das Almas (na Coplan, que não existia ainda). Seguia então pela estrada que fica do outro lado, em frente ao Campo da Coplan, rumo à Embira, Sapeaçu ou Afonso Pena (atual Conceição do Almeida).

Pois é… caminhos diferentes em outros tempos!

EDISANDRO BARBOSA BINGRE – Escritor, poeta, pesquisador memorialista e criador do site www.almanaquecruzalmense.com

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