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Em Paulo Afonso, indígenas denunciam ataques por disputa de terra

Uma disputa de terra na comunidade indígena em Paulo Afonso, no norte da Bahia, é acompanhada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) e apurada pela Polícia Civil. Vice-cacique da aldeia de etnia Truká-Tupã, Adriano Rodrigues afirima que o grupo vive na região há cerca de 14 anos e tem sido ameaçado por um fazendeiro, que reivindicam a posse.

A secretaria diz ainda que mesmo após três tentativas de reintegração de posse, a Justiça Federal concedeu direito à comunidade para viver ali e os 32 residentes estão legalmente na área. 

“Há muitos anos temos sofrido ataques, eu já fui vítima de agressões físicas e as famílias são intimidadas de várias formas, e ficam vulneráveis a violências e impedidos de usufruir de forma equilibrada do rio, das terras e matas”, comenta o representante indígena.

No boletim de ocorrência, registrado por Adriano na 1ª Delegacia de Paulo Afonso em agosto, há o relato de que o filho de um fazendeiro o encontrou em um banco da cidade e começou a ofendê-lo, chamando-o de “ladrão de terra” e “negro safado”. Diz ainda que foi agredido com dois tapas. Ao se afastar, continuou ouvindo ameaças e agressões.

Na última quinta (14), representantes da SJDHDS foram até Paulo Afonso acompanhar a situação. Segundo a secretaria, são 18 famílias indígenas que vivem no Alto do Aratikum. A pasta informou que vai pedir inclusão dos indígenas no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH). Metro 1 ; Foto: Divulgação

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