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Covid-19: Porque está faltando vacinas e quais problemas poderão ocorrer com esses atrasos

Após muitos embates, fake news e receios sobre as vacinas contra a Covid-19, finalmente, o Brasil iniciou a imunização em todo o país no início deste ano. Alguns estados começaram a aplicar as vacinas no dia 18 de janeiro de 2021, quase quatro meses de imunização, o nosso país precisa de mais celeridade para vacinar o maior número de pessoas possíveis.

Dessa forma, um levantamento apontou que 31.208.111 pessoas tomaram a primeira dose e 15.132.178 a segunda, num total de mais de 46,3 milhões de doses aplicada, até essa última quinta-feira em todo o país. Todavia, no estado da Bahia, a primeira dose da vacina contra a Covid-19 foi aplicada em 2.363.996 baianos. Em relação à segunda dose, foram imunizadas 1.086.560 pessoas, os dados são desta quinta-feira (30). Mesmo com esse percentual, muitos baianos ainda aguardam para receber o reforço das vacinas CoronaVac e AstraZeneca.

É importante destacar que a Bahia foi um dos estados brasileiros que mais vacinaram durante essa pandemia. Porém, nas últimas semanas vários municípios precisaram suspender a vacinação, segundo as prefeituras, estava faltando doses dos imunizantes para proteger a população.

Ministério da Saúde

Segundo informações do Governo Federal o cronograma de entrega das vacinas não está sendo cumprido devido à falta do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), que é o ingrediente farmacêutico ativo na vacina, vindo da China. Por isso, os fabricantes, estão encontrando dificuldades para seguir os contratos de entregas desses imunizantes. 

No último final de semana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, explicou que neste primeiro semestre de 2021 o cronograma de recebimento de vacinas sofrerá uma redução de 22,5% em relação à previsão divulgada anteriormente no mês de março.  

Bahia

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), 60% das segundas doses que serão aplicadas a partir de 1º de maio já foram enviadas aos municípios. Porém, cerca de 40% das cidades irão aguardar o próximo envio do Ministério da Saúde. Assim, a Sesab explicou que mesmo com a reserva de doses da vacina em 50% não foi possível garantir a imunização completa com a segunda dose. Entenda o porquê:

 “Até a sétima entrega realizada pelo Ministério da Saúde, o Estado provisionava 50% do carregamento a fim de garantir a imunização completa com a segunda dose. Entretanto, por determinação do Ministério da Saúde, as remessas posteriores foram integralmente distribuídas sem que existisse a retenção habitual. Na prática, isso significa que o Ministério da Saúde tem a obrigação de garantir a segunda dose em tempo hábil, sob risco de reduzir o efeito da primeira dose”, informou a Sesab por meio de uma publicação em seu site.

Atrasos na vacinação gera receios

A princípio, sabe-se que a maioria das vacinas contra a covid-19 testadas e aprovadas necessitam de duas doses para chegar em uma taxa de proteção aceitável. No Brasil a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou a aplicação das vacinas CoronaVac, do Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e da AstraZeneca, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o consórcio Astrazeneca/Oxford. Ambas necessitam da segunda dose para uma maior eficácia, desse modo, após o recebimento da primeira dose o paciente que recebeu a CoronaVac precisa retornar no máximo em 28 dias. Por outro lado, a AstraZeneca necessita de três meses para a aplicação da segunda dose.

Porém, o Brasil vivencia um atraso na fabricação das vacinas, por isso muitas dúvidas estão sendo levantadas acerca dessa questão. Afinal, qual o risco desse atraso na aplicação da segunda dose dos imunizantes? Sendo assim, a Sesab explicou que poderá acontecer uma menor proteção em virtude da aplicação de apenas uma dose, mas não há indícios que tenha algum risco para as pessoas. “Não há evidências de que se perca o efeito protetor. O que pode acontecer é uma menor proteção em virtude da aplicação de apenas uma dose. E assim que possível, deve-se completar o esquema vacinal com a segunda dose”.

Por: Ivana Moreira

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