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Bahia tem o segundo maior consumo de energia solar do Nordeste

Estado responde por 3,2% de toda a energia solar instalada no Brasil

Os aumentos nas contas de luz dos brasileiros, com bandeiras amarelas e vermelhas, acenderam o sinal de alerta para a urgente necessidade de uma alternativa para os consumidores. A captação de energia solar, por exemplo, surge como uma opção na tentativa de baratear as contas com a redução do uso de termelétricas fósseis. De acordo com o levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a energia solar está presente em 5.083 municípios do país e em todos os estados brasileiros. A Bahia é o segundo do ranking do Nordeste, com 202,2 megawatts (MW) instalados. O número representa 3,2% de toda a energia solar instalada no Brasil. Na região, a Bahia só fica atrás do Ceará que no ranking nacional responde por 3,4% de toda a potência instalada distribuída no país. 

“A captação de energia solar é feita por placas fotovoltaicas instaladas no telhado de residências, empresas e indústrias ou em campos abertos. A energia é enviada para o inversor que converte a corrente contínua em corrente alternada que é jogada na rede ou armazenada em baterias para uso direto do consumidor”, explicou o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia. Ainda de acordo com Rodrigo, além de preservar água das hidrelétricas, a geração própria de energia solar contribui para a redução de despesas que encarecem a conta de luz de todos os brasileiros, reduzindo custos com infraestrutura de geração, transmissão e distribuição. “No caso da geração própria de energia solar em telhados e pequenos terrenos de residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, há também benefícios no alívio de custos do setor elétrico, que ajudam a reduzir a conta de luz de todos os brasileiros”.

No segmento de grandes usinas solares, a Bahia é referência na região Nordeste. Conforme a ABSOLAR o Estado está em primeiro lugar. Apesar do seu gigantesco recurso solar, a Bahia ainda está apenas em 10º lugar quando comparado com o ranking nacional dos estados. “Para avançar é preciso construir ações estaduais para o desenvolvimento do setor, a exemplo das medidas adotadas em estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás, que possuem programas, políticas e incentivos ao mercado. A ABSOLAR já apoiou diversos estados neste trabalho e está preparada para apoiar o governo estadual e as prefeituras da Bahia nesta importante iniciativa”, disse o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk.

Fonte: Tribuna da Bahia

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