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Após recesso parlamentar, CPI da Saúde volta às atividades

A Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) sobre troca de vacinas, adulteração e destruição de cartões de vacinação dos pacientes e investigação sobre óbito por suposto erro médico voltou nesta quarta-feira, 04, após recesso parlamentar. Desta vez, cinco testemunhas foram chamadas para comparecerem na sessão de reunião. Os parlamentares fizeram questionamentos acerca de denúncias de populares.

A primeira testemunha ouvida foi Catarina Vieira da Cunha, que trabalhava como enfermeira do setor da Vigilância Epidemiológica. Ela afirmou que não participou da possível troca de registros em cartões de vacinação e que agiu conforme orienta o Ministério da Saúde em casos de erros.

“Houve uma situação equívoca no aprazamento (datas do agendamento das doses das vacinas) em relação aos cartões. Fiz conforme orienta o Ministério da Saúde. Verifiquei no sistema e foi feita a correção adequada do cartão de vacinação de uma das vítimas. E isso pode ser feito sem problema algum. Ajudei e foi feita a coisa correta”, explicou.

Já a segunda e a terceira testemunhas (a assistente social Daniela de Souza Andrade e a enfermeira Cíntia Maria, ambas trabalham na Unidade de Pronto Atendimento, UPA, de Cruz das Almas) afirmaram que, apesar de comparecerem à UPA no dia do óbito de Ronaldo Conceição Teles, não tiveram contato com a vítima ou não se lembram.

Por fim, a técnica de Vigilância Epidemiológica Lucilene Souza, que foi a quarta testemunha da sessão, afirmou que houve erro de comunicação entre equipes da Secretaria de Saúde sobre o registro de aprazamento e a aplicação de imunizantes diferentes numa mesma pessoa, porém não foi aberta uma sindicância.

“Houve o erro de imunização. Aconteceu a falha na comunicação do lote que estava indo… A gente correu atrás para corrigir para que não houvesse mais erros”, concluiu.

A doutora Alana Moreira Sena Ferreira, que também foi convocada como testemunha, não compareceu à sessão da CPI.

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